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segunda-feira, 4 de julho de 2016

Os desertos

Arenosa, arenífera, aérea imensidão
De onde toda mansidão se desagrega.

Arena aracnídea constituída de espinhos e espreitas
Movimentos prestos
E espera
Regida pela fluência áspera
Da areia
A declamar estrias coreografias sulcos
Pela influência cortante
Da areia
A ressecar córregos hálitos olhos
Pela dicção sequiosa dicção de areia
E suas perenes securas seculares.

Espaços ermos onde a fome e a carestia são a bússola
Magnetizada por golpes de caudal lança
Vigilância
E a predileção por esta noite escorpiônica
EscorpiôNix.

Talvez me perguntes:
¿Será somente dos desertos que ora falo?
Essa manufatura provendo apenas o precário
O provisório
Essa vastidão elaborada com silício

E silêncio...